NÓS, OS LOUCOS.

Nós somos reis. Depois mendigos.
Nós somos anjos, depois caidos.
Somos a dor que abraça a paz,
Mas tanto aperta que se desfaz.

Nós somos luz e escuridão.
Somos pureza e perdição.
Somos caminho e a exaustão.
Já fomos livres. Hoje prisão.

Somos um grito de alegria,
Que nos confunde e arrepia.
Logo depois nem se ouve mais.
Como um silêncio que finge paz.

Somos a vida, somos a morte.
Somos azar, trazemos sorte.
Somos o muito, a compulsão.
Somos as asas, a possessão.

Somos o mundo, a correnteza
Nós somos muitos, mas incertezas.
Somos imensos e até sombrios,
Que cabe tanto que ainda é vazio.

Só temos medo da nossa mente,
Que vive tudo, que tudo sente.
Nos traz sorrisos, é fria e quente.
Somos navalhas que corta e fere.

Somos a água que invade tudo.
Temos mil formas, o conteúdo.
Somos crianças e o instrutor.
Somos reais, depois um ator.

Somos o choro. A resilência.
Mil personagens. A resistência.
Felicidade, a sapiência,
Até que então, somos ausência.

– Alax Jr.

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