VENHAM A MIM OS VULNERÁVEIS.

Eu não queria te ter nas mãos sabe… Isso é ruim pra mim porque eu não sei o que fazer com isso. Com você… Antes eu sabia.
Quero dizer, quando eu não te tinha, eu sabia o que precisava ser feito. Eu sentia que tinha algo pra mim nesse labirinto que escondia tua alma. Talvez tua própria alma.
Era como se minha missão ou a graça de tudo isso fosse te transformar em algo meu, mas agora você já não me causa curiosidade alguma.
Eu desvendei os teus mistérios e te virei do avesso procurando por algo que ainda me fizesse querer ficar. Mas não. Não há mais jogo nenhum a ser jogado. Acabou.
Eu sei. Eu tinha prometido a mim mesmo que iria parar. Que nunca mais iria me esquecer que as pessoas não são objetos. Mas é sempre tarde demais e eu não consigo entende? Eu não percebo quando tudo isso começa.
Na verdade eu só percebo quando eu quero que tudo se acabe.
É…
Talvez eu mereça algum castigo, porém não irei me julgar mais por isso. Eu não sou o juiz.
Vou deixar a vida decidir o que eu devo receber de volta. Aliás. Foi ela quem me fez assim, não foi?
Bem… Quanto a você, eu não irei me desculpar, e ainda digo que é você quem lhe deve desculpas já que assistiu ao espetáculo sem se atentar a olhar para detrás da cortina. Era lá onde eu estive esse tempo todo.
Mas desejo que supere toda a falta e vazio que irei lhe causar. Eu estou te deixando.
Quanto ao resto. Aos que me ouvem ou não, eu só quero dizer uma coisa:
“Venham a mim…
Venham a mim os vulneráveis.
Todos eles.
Eu tenho algo pra vocês… Ou não.”

– Alax Jr.

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